sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Ajude quem você Ama!

Quando se trata de dependência química e alcoólica, uma das principais características do usuário é o descontrole. O descontrole total, em todos os aspectos tanto emocional quanto em relação à quantidade usada e situações nas quais a pessoa se envolve.
Para tanto a esperança da mão que será lançada para ajudar vem das pessoas mais próximas, aquelas que presenciam atitudes irresponsáveis, desordenadas, sem pudor ou moral. Essas mão geralmente são de mães, irmãs, esposas, pais, avós, etc. pessoas essas escolhidas por Deus para lançar a mão de ajuda em meio a escuridão, atitude que exige da pessoa o mínimo de discernimento e sabedoria para aceitar ao alvo.
 
Quando vamos analisar o perfil das pessoas que procuram os serviços de auxilio ao tratamento de dependentes químicos e alcoólicos disponíveis, tanto publico como particular, podemos notar que a procura é totalmente aleatória e perdida, parece que já não acreditam em mais nada e querem uma saída somente para se livrar momentaneamente do transtorno; Esse é o fator que faz com que chances sejam desperdiçadas e pessoas estejam fadadas ao fracasso quando se diz respeito a reabilitação de algum vício.
 
Portanto você que pode disponibilizar ajuda, faça-o quanto antes, porém busque conhecimento, instituições e profissionais que possam lhe respaldar;
 
Dicas úteis:
 
Mesmo com toda a vontade do mundo de ficar "limpo" um dependente pode recair pelo simples fato de não conseguir conviver bem com pessoas que estão a sua volta, não ter habilidade de lidar com o momento delicado e vice e versa.
Os relacionamentos são pontos cruciais para a manutenção da abstinência; Com isso não temos a intenção de botar a culpa e muito menos a responsabilidades dessa jornada nos familiares, somente deixar claro que situações difíceis podem ser mais facilmente resolvidas quando se tem o envolvimento, comprometimento e busca de todos - dependentes e co-dependentes - necessitam ser tratados e libertos juntamente.
 
links importantes:
Grupo de Familiares:

sábado, 7 de novembro de 2015

Enfrentando os Dilemas !

A dependência química / alcóolica das pessoas que convivem conosco desestabiliza toda a energia e os esforços que concentramos para nos desenvolvermos.
 
A estagnação ou retroação é uma característica bem comum dessa doença, desde sua fase ativa até mesmo na reabilitação.
As dificuldades que todos tem em suas vidas são estimuladas pela compulsão, oscilação de humor, descontentamento e um enorme vazio que precisa ser preenchido, alguns  dependentes preenchem com drogas, outros já sem o uso das substancias preenchem com exagero nas alimentações, relações amorosas doentias, fugas regionais, pessoais, situacionais.

Porém é notório a grande dificuldade das pessoas mais próximas em notar que essa pessoa é portadora de uma doença reconhecida pelo OMS (Organização Mundial de Saúde) que é progressiva e fatal caso não seja estagnada.
O portador dessa doença não é como qualquer outra pessoa, todas as suas qualidades e defeitos são exacerbados, causando imensa inabilidade com a vida em um contexto geral.

A reabilitação é um processo de reeducação, onde é necessário muito esforço e boa vontade para romper hábitos e costumes doentios que causam autodestruição.

O dependente é expert em auto sabotagem, programar mentalmente sua destruição e caminhar até ela lentamente, mas sem se esquecer de ter 'bons motivos" para isso. Sempre que há uma recaída é possível que o dependente tenha uma lista pronta dos motivos pelos quais ele foi usar drogas, incluindo bem explicitamente a culpa das pessoas mais próximas.
 
O que resta aos codependentes é uma busca intensa de conhecimento, sempre colocando a frente o amor próprio, querer o bem do dependente químico não é o suficiente para muda-lo, afinal ninguém tem o poder de mudar o outro, o que podemos e devemos é mudarmos a nós mesmos, aceitando nossos limites, não nos permitindo a quebrar valores morais e éticos em nome da dependência do outro, somente essa simples atitude poderá ter impactos surpreendentes na reabilitação alheia, acredite, são os detalhes que fazem toda a diferença.
 
 
By Camila Oliveira Mello
 



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Paciente internados Escrevem Músicas e Cantam em momentos de Descontração

www.anjosdeumaasa.com.br

A CoDependência – Ajuda mútua ou fracasso mútuo - Auxílio aos familiares de dependentes

Codependência é um termo da área de saúde usado para se referir a pessoas fortemente ligadas emocionalmente a uma pessoa com séria dependência de uma substância (como álcool ou drogas ilícitas) . É um fato conhecido que a dependência patológica causa grande impacto e sofrimento na vida das pessoas próximas, mas poucos percebem como a codependência é altamente prejudicial para ambas partes envolvidas. Ao invés de ajudar o dependente a melhorar, certos tipos de codependentes acabam reforçando o comportamento patológico. O codependente acredita que sua felicidade depende da pessoa que tenta ajudar, e assim se torna dependente dele emocionalmente, sendo excessivamente permissivo, tolerante e compreensivo com os abusos do outro, mesmo que este seja excessivamente controlador, perfeccionista e autoritário. É comum que o codependente coloque as necessidades do outro, acima de suas próprias. Pesquisas apontam que para um dependente de álcool/drogas existem pelo menos quatro codependentes extremamente envolvidos no quadro do doente, fazendo com que facilitem ou dificultem a recuperação do mesmo.
 
Facilitar: O termo facilitar aqui significa que os familiares envolvidos na situação estão totalmente dispostos a encontrar a resolutiva para a problemática, pesquisando, procurando orientações de profissionais, frequentando grupos de ajuda, enfim, se esforçando para contribuir positivamente na reabilitação de seu ente querido.
 
Dificultar: O termo dificultar, infelizmente, diz respeita a grande parte dos familiares, que superestimam ou subestimam seu familiar dependente, cometendo erros que podem leva-lo mais rapidamente de volta ao uso.
 
Em uma próxima postagem irei detalhar mais alguns pontos cruciais para que a reabilitação do dependente seja um processo natural e menos doloroso do que conseguimos constatar em nossos trabalhos de acompanhamento do desenvolvimento da recuperação dos pacientes.
 
Este blog é uma continuação no trabalho desenvolvido há mais de dez anos pela Equipe Anjos de Uma Asa:
 
 
Juntos podemos ir mais longe!

sexta-feira, 5 de março de 2010

O papel de familiares na recuperação

Prestar atenção aos sinais

Os sintomas do crack são tão escancarados que em poucas semanas se estabelece uma situação de emergência: o dependente apresenta emagrecimento acentuado, agressividade, depressão, dedos e boca queimados e até delírios e paranóias.

Buscar o diagnóstico

Encaminhar o dependente a um especialista. Pacientes com transtornos como depressão e bipolaridade precisam de medicação específica.
Admitir o problema

É preciso que os familiares se esforcem para perceber que todos podem fazer parte do problema - e da solução.

Incentivar a busca de tratamento

No caso do crack, a internação é essencial.

Promover mudanças

Se a família não revir seus comportamentos e atitudes e promover as mudanças necessárias, as chances de recaída no vício são altas.

Superar as culpas

Lidar com um dependente químico é um aprendizado. Essas situações provocam angústia em familiares. É comum pais darem dinheiro ao filho ou enchê-lo de presentes se ele se dispuser à internação - isso atrapalha a recuperação.

Fonte.: site cracknempensar.com.br

Sinais de alerta

O conjunto desses fatores pode indicar o consumo de drogas:

O jovem anda retraído, deprimido, cansado e descuidado do aspecto pessoal (com cabelo e barba por fazer e unhas sujas e malcuidadas), agressivo, com atitudes violentas.

Quando a pessoa muda radicalmente o grupo de amizades. Se estuda, mostra dificuldades na escola e perde o interesse por passatempos, esportes e hobbies. Se trabalha, começa a faltar e ficar relapso.

O usuário muda seus hábitos alimentares, deixa de se alimentar com frequência e passa a sofrer com distúrbios de sono. O usuário de crack pode perder 10 quilos em um mês.

Usa desodorantes para disfarçar cheiro, fica com os olhos vermelhos, as pupilas dilatadas e usa colírios.

Mantém conversas telefônicas com desconhecidos, começa a furtar objetos de valor na própria casa.

Adota mudanças no visual, usa roupas sujas e faz apologia a drogas.

No caso da maconha, quando há caixas de fósforos furadas no centro, ou piteiras e cachimbos, que permitem fumar o cigarro de maconha até o final sem queimar os dedos ou os lábios; papel de seda (para enrolar a droga); tem manchas amareladas entre as pontas dos dedos e queimaduras e há cheiro nos lençóis.

No caso da cocaína, cartões de crédito e lâminas utilizados para pulverizar o pó e canetas sem carga, para aspirá-lo, são sinais de uso.

Também é importante perceber se o nariz da pessoa sangra com frequência ou apresenta coriza, se tem dificuldade para falar, gasta mais dinheiro do que o normal e sai mais de casa, ou passa noites insones.

Mentiras recorrentes e descaso com compromissos.